Rússia lança nova ofensiva no Daguestão
Moscou, 11 (AE-AP) - A Rússia lançou uma nova ofensiva nesta quarta-feira (11) contra os rebeldes islâmicos chechenos nas montanhas do Cáucaso. Enquanto isso, os guerrilheiros chechenos passaram o comando de suas forças a dois de seus mais destacados homens de guerra. As autoridades russas garantem que precisam de apenas mais alguns dias para eliminar os rebeldes, que no sábado invadiram o Daguestão, ocupando várias vilas. O comandante-chefe das forças da polícia russa, Vyaceslav Ovchinnikov, disse que seus homens tomaram total controle da região de Tsumadinsky, sul do Daguestão, e que os rebeldes foram eliminados. Ovchinnikov afirmou ainda que os guerrilheiros em Botlickh estão cercados. No entanto, os rebeldes dizem que estão entrincheirados na região de Botlikh e que ainda controlam parte da área de Tsumadinsky. Os líderes islâmicos chechenos concederam ao chefe guerrilheiro, Shamil Basaiev, o título de "emir militar", com a missão de "levar a vitória final na luta contra os infiéis". Basaiev, por sua vez, confiou a Khottab, da Jordânia, o papel de comandante terrestre das forças islâmicas no Daguestão. A nova operação russa de combate em Botlikh teve como objetivo retomar o povoado de Tando, na república do Daguestão. No entanto, os guerrilheiros islâmicos, que ontem (10) proclamaram a independência do Daguestão, não mostraram nenhum sinal de recuo. As autoridades russas elevaram sua estimativa sobre o tamanho do contingente rebelde na região para pelo menos 1,2 mil homens - contra a inicial que variava de 300 a 600 homens. Os guerrilheiros islâmicos garantem que suas forças reúnem mais de 3 mil homens. O ministro da Defesa da Rússia, Igor Sergueiev, disse que a "situação no Daguestão é sempre difícil, porém, deixou de piorar". Sergueiev afirmou que "as medidas, que foram examinadas nos últimos dois dias e que o presidente Boris Yeltsin aprovou, estão sendo levadas adiante". De acordo com o ministro do Interior russo, Vladimir Rushailo, os rebeldes estão cercados e as tropas russas impedem que "formações de guerrilheiras" procedentes da Chechênia cheguem ao Daguestão para socorrer a milícia. Em Makhachkala, capital do Daguestão, o vice-ministro do Interior, Vladimir Kolesnikov, informou que, desde o início dos combates, as forças de segurança russas perderam dez homens e tiveram 27 feridos. De acordo com a agência de notícias Itar-Tass, Kolesnikov acrescentou que as milícias islâmicas separatistas tiveram perdas mais pesadas, com "dezenas de mortos e centenas de feridos". O vice-ministro do interior disse ainda que "a princípio, pode-se qualificar a situação, hoje, com sendo sob controle", ainda que os combates continuem, principalmente na região de Botlikh. Desde o início do conflito, cerca de seis mil civis já fugiram da região, de acordo com a agência Itar-Tass.





