Rússia deve pedir saída de diplomata norte-americana de seu território
Moscou, 01 (AE-AP) - A Rússia protestou oficialmente contra os Estados Unidos nesta quarta-feira (01) depois de uma diplomata norte-americana ser detida e acusada de espionagem esta semana e planejava ordenar sua saída do país, informaram autoridades locais.
Autoridades de segurança russas alegaram que Cheri Leberknight era uma agente da CIA a foi "flagrada" quando tentava obter segredos militares de um cidadão russo.
Os funcionários disseram que ela portava uma caneta de tinta invisível e um artigo de espionagem pequeno para evitar escutas telefônicas clandestinas quando foi pega em um parque no norte de Moscou na noite de segunda-feira.
Autoridades do Ministério de Relações Exteriores convocaram um representante da Embaixada dos Estados Unidos e entregaram a nota de protesto nesta quarta-feira, informou um porta-voz do ministério sob a condição de que seu nome fosse mantido em sigilo.
O Serviço de Segurança Federal, conhecido pela sigla FSB - principal agência sucessora da KGB -, informou que será solicitado a Leberknight que deixe a Rússia por bem.
"Não há nada anormal aqui", disse um porta-voz da FSB, também em condição de anonimato. "Um espião é expulso do país dentro de 24 horas, o que é uma prática mundial."
Leberknight não pode ser julgada por espionagem na Rússia por ser protegida por imunidade diplomática.
Leberknight, uma segunda secretária na seção política da Embaixada dos EUA, foi brevemente detida e libertada em seguida, segundo a FSB. A embaixada norte-americana recusou-se a comentar o episódio.
Em Washington, o presidente norte-americano Bill Clinton disse ontem que os Estados Unidos deveriam "investigar o caso da mesma maneira que os outros. Mas não acho que devêssemos interromper nossos esforços para reduzir drasticamente as armas nucleares ou acabar com a corrupção na Rússia ou outras coias que apoiamos".





