Moscou, 29 (AE-AP) - Agentes do serviço secreto e da polícia russa anunciaram nesta quarta-feira (29) a prisão de oito pessoas acusadas de ter organizado e realizado os atentados a bomba contra prédios residenciais em várias cidades do país, há três meses, matando cerca de 300 pessoas.
O Serviço Federal de Segurança (FSB, um dos órgãos sucessores da KGB) não deu mais detalhes sobre as detenções, mas a agência russa Interfax informou que os três homens tidos como os cérebros dos ataques extremistas estão escondidos na república separatista da Chechênia. Anteriormente, as forças de segurança russas haviam indiciado uma pessoa e prendido várias outras.
O FSB também informou ontem que as tropas russas descobriram um centro de treinamento de terroristas na cidade chechena de Urus-Martan, tomada pelo Exército no início do mês.
Os agentes disseram ter encontrado nas dependências material explosivo semelhante ao empregado nos atentados. Esses ataques, bem como as invasões de rebeldes chechenos à república russa do Daguestão, em agosto, foram o motivo alegado pelo Kremlin para enviar tropas para a Chechênia há cerca de três meses.
Atropelamento - Centenas de pessoas saíram hoje às ruas do vilarejo de Barsuki, na república russa da Ingushétia, para pedir às autoridades a punição dos soldados que, dirigindo embriagados, atropelaram e mataram na terça-feira duas irmãs de oito e nove anos de idade.
O vice-comandante das tropas do Ministério do Interior da Rússia no Cáucaso, Stanislav Kavun, emitiu um pedido oficial de desculpas. Os militares conduziam um caminhão com soldados para a Chechênia. Eles foram detidos pela polícia local quando uma multidão tentava linchá-los.

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