Sorocaba, SP - Entidades ruralistas dos principais Estados do País vão se reunir nos próximos dias para discutir a reforma agrária e reivindicar o fim das invasões promovidas principalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A data e o local devem ser definidos hoje. Os líderes querem mostrar ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o clima de tensão no campo pode prejudicar a produção agrícola, responsável pelo equilíbrio da balança comercial brasileira.
Em um movimento paralelo, produtores rurais sem vínculo com entidades iniciaram uma cruzada nacional pela paz no campo. Eles estão telefonando para outros produtores e pedindo que liguem para deputados estaduais, federais, senadores e outros agentes políticos pedindo medidas para evitar conflitos rurais.
O objetivo do encontro dos ruralistas é preparar uma carta dirigida aos três poderes da República pedindo o respeito aos princípios constitucionais e o fim das invasões. ''Vamos alertar para o crescente clima de instabilidade no campo e o sério risco de confronto'', disse o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia. As autoridades serão alertadas também para o risco de desestabilização institucional.
Os produtores rurais envolvidos na cruzada nacional pela paz no campo querem alertar a classe política para o risco de um conflito. O objetivo é sensibilizar o governo Lula e o Congresso para fazer a reforma agrária sem invasão e violência.

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