Porto Alegre - Os produtores rurais do Rio Grande do Sul começaram ontem uma marcha contra o modelo de reforma agrária adotado pelo governo federal e para se opor à caminhada que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) promove desde o dia 10 rumo a São Gabriel, onde o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária tenta desapropriar 13.200 hectares do fazendeiro Alfredo Southall para assentar 530 famílias.
A cavalo, em caminhonetes e tratores, 1.532 pessoas, de 30 municípios da metade sul do Estado saíram do Parque de Exposições Assis Brasil, em São Gabriel, e percorreram 25 quilômetros pela BR-290, até Santa Margarida do Sul. A fila formou-se no acostamento da rodovia e chegou a ter seis quilômetros.
À moda campeira, os manifestantes acamparam num curral para passar a noite. Hoje, prometem andar mais 25 quilômetros, até Vila Nova do Sul, onde, amanhã, esperam reunir 4 mil pessoas num ato público.
A marcha do MST quer pressionar a Justiça e confirmar a desapropriação anunciada pelo Incra e suspensa por uma liminar do Supremo Tribunal Federal.

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