A União Democrática Ruralista (UDR) está convocando suas regionais para um encontro no dia 2 de março. A intenção é discutir medidas visando impedir a invasão de propriedades rurais. A data do encontro, que deve reunir as regionais de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, foi divulgada ontem pela presidente da UDR do Pontal do Paranapanema, Tânia Tenório.
Além da UDR, o Movimento Nacional de Produtores (MNP), entidade que também reúne fazendeiros em vários Estados com sede em Uberlândia, MG, estará presente. Segundo Tânia Tenório de Farias, que promove o encontro, o principal representante do MNP de Mato Grosso do Sul, Renato Meren, já confirmou sua participação. A intenção da UDR, diz sua presidente, é ampliar o debate sobre a defesa da propriedade privada em todo o País. O uso da via política para obter o objetivo desejado pela entidade também será discutido.
O encontro servirá também para a discussão dos assuntos regionais. No caso do Pontal do Paranapanema, segundo Tânia Tenório, será dada ênfase ao crescimento do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (MAST), entidade ligada a Social Democracia Sindical que, através de vários movimentos menores a ele ligados, promete intensificar as invasões naquela região.
De acordo com a presidente da entidade ruralista, neste momento o MAST causa mais preocupação que o MST que há vários meses suspendeu as invasões, anunciando que pretende priorizar as mobilizações de protesto, com passeatas e bloqueio de prédios públicos e bancários, para forçar o governo a liberar recursos para assentados.
No caso do Paraná, a principal preocupação é com a negativa do governo estadual de dar cumprimento aos mandados de reintegração de posse expedidos pela Justiça. Isso levou um grupo de fazendeiros a ingressar com uma ação com pedido de intervenção federal no Estado.
Em Mato Grosso do Sul, a UDR e o MNP também enfrentam problemas relacionados ao descumprimento dos mandados de reintegração de posse. Além do MST, os fazendeiros preocupam-se com a ação dos sindicatos de trabalhadores rurais, ligados à Federação dos Trabalhadores Rurais de MS (Fetagri), que atuam na ocupação de propriedades rurais. Já em Minas Gerais, além do crescimento do número de invasões, os produtores dizem preocupar-se com o risco do aumento da violência no campo.

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