O ruralista Alessandro Meneghel foi preso novamente pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã de ontem, em Cascavel. O fazendeiro que é acusado de ter matado um policial federal em abril de 2012. O mandado judicial foi solicitado pela promotoria e expedido pela 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Curitiba. Ele estaria descumprindo regras da tornozeleira eletrônica, em relação ao perímetro e também horário.
Meneghel foi preso em casa e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) antes de ser encaminhado para a Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC). Segundo o Gaeco, ele deve ser transferido para uma unidade prisional de Curitiba, cidade onde deverá ser julgado nos dias 30 e 31 de março e 1º de abril em Curitiba.
Logo após o crime, Meneghel foi preso e levado para a PEC. Em julho do ano passado, porém, ele seguiu para prisão domiciliar, com uso de tornozeleira para monitoramento. Em novembro, o MP requereu novamente sua prisão preventiva, que foi decretado pelo Juízo. A ordem de prisão foi cumprida em 1º de dezembro, mas a defesa do réu conseguiu junto ao Tribunal de Justiça (TJ) reverter a decisão para medida alternativa. Por meio de liminar, foi imposta prisão domiciliar e uso de tornozeleira para monitoramento.
Ontem, no entanto, diante das informações de que o réu descumpria a medida cautelar, chegando a romper a tornozeleira e a ignorar as ligações da central telefônica de monitoramento e o sinal sonoro de advertência, se colocando por diversas ocasiões fora da área estipulada pela Justiça, o MP voltou a requerer a prisão preventiva do fazendeiro.
Todas as situações apontadas pelo MP no novo pedido de prisão foram relatadas pelo Sistema de Acompanhamento de Custódia e constam em relatório com o histórico de monitoramento do acusado. Como foram diversas situações, a Promotoria de Justiça deve apurar as condições em que era feita a fiscalização do fazendeiro.

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