Ruralista entra em contradição
A advogada e ruralista curitibana Dionéia Fróes Dresch negou ontem ter denunciado que fazendeiros do Paraná estariam cercando as propriedades com minas terrestres. Admitiu, porém, que o noroeste do Estado vive há meses um clima de guerrilha, em razão das ameaças e invasões de propriedades rurais pelos sem-terra. Segundo ela, os fazendeiros têm tentado se defender. As pessoas buscam defesa, mas a dimensão disso ninguém conhece, afirmou.
A PF promete reforçar a fiscalização para saber se há minas terrestres entrando clandestinamente no País. De acordo com a advogada, a proximidade com o Paraguai pode levar alguns fazendeiros a procurar comprar coisas mais pesadas.
Eu não posso fazer nenhuma denúncia, mesmo porque somos fazendeiros, disse Dionéia. Mas quem pode saber se já não montaram alguma? Ela disse que seu interesse é chamar a atenção para que se restaure a paz, para podermos trabalhar. Nós não somos acostumados a viver em conflito, afirmou.
Dionéia disse ter medo de que possa haver excessos. Se eu disse que pode haver minas terrestres é porque eu amo a terra, declarou. O que eu peço é que as autoridades tomem alguma atitude.
O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Petrus Abib, disse que a notícia o surpreendeu. Não acredito que exista insanidade por parte dos ruralistas, afirmou. Segundo ele, a informação tem apenas efeito de terrorismo noticioso. É uma forma de querer inibir invasões, alertando para o perigo que existe na região, disse.Arquivo AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)PrecipitaçãoGercino José da Silva Filho, ouvidor Agrário Nacional: fazendeira teria se precipitadoAgência Estado





