Ruptura do tendão no cotovelo é rara
Tudo o que o comerciante Gilberto Galli, de Londrina, não queria era se tornar um caso raro na medicina, com uma ruptura do tendão distal do bíceps. Mas bastou um minuto de descuido para ter sua vida totalmente alterada. A queda de um peso no braço direito, na altura do cotovelo, causou o desligamento dos tendões - ocorrência incomum nessa parte do corpo. ''Naquela hora vi meu braço dependurado'', lembra.
O que aconteceu com Galli, explica o ortopedista e fisiatra Jonas José Blanco, que fez a cirurgia, é realmente inusitado, ao contrário do rompimento do tendão do ombro. Tanto é que, quando o comerciante passou pela primeira radiografia, ao procurar um hospital logo depois da pancada no braço, ouviu dos médicos que ''seria melhor se tivesse quebrado o braço''.
Galli teve então que passar por uma cirurgia igualmente rara. ''Procurei vários médicos, que foram sinceros e abriram o jogo dizendo que nunca tinham feito essa cirurgia'', conta o comerciante. ''Nos Estados Unidos foram 70 casos durante toda a história da Clínica Mayo, a mais conhecida. Eu mesmo, só havia feito duas dessas cirurgias'', salienta Blanco.
O ortopedista explica que, no caso de Galli, foi preciso fazer um pequeno corte no braço do paciente para se ter acesso ao osso de onde o tendão se soltou. Posicionado no local, o tendão foi ''amarrado'' através de três furos no osso.
Já uma ruptura dos tendões no ombro é mais fácil de ser corrigida. Segundo o ortopedista, isso é feito através de uma videoartroscopia, cirurgia minimamente invasiva. Através de pequenos cortes, é inserida uma cânula, com diâmetro de seis a oito milímetros, que passa por entre os músculos e abre um acesso à articulação. Através desse acesso, o médico pode costurar, com fios cirúrgicos, os tendões.
Nos dois casos, a fisioterapia precoce é essencial no resultado, para que o paciente possa movimentar normalmente o braço, com a mesma força.(C.P.)





