Roma, 06 (AE) - Nos cenários que começam a ser avistados para o pós-guerra dos Bálcãs, principalmente depois da reunião do G-8, põe- se numa posição importante o líder pacifista kosovar Ibrahim Rugova. Num encontro com a imprensa hoje em Roma, ele pediu que o Exército de Libertação do Kosovo (ELK) abandone as armas e o Exército iugoslavo deixe a região.
Rugova chegou à Itália com sua família na quarta-feira e foi recebido como chefe de Estado pelo primeiro-ministro Massimo DAlema. Rugova disse que o encontro que manteve semanas atrás com Milosevic serviu para encaminhar um processo de paz e criar um clima de confiança - desmentindo rumores de que a reunião tivesse sido uma montagem.
"É o momento da reconstrução e de reunir nossa sociedade, que se desintegrou", afirmou Rugova. Ele não disse como isso deverá ocorrer, mas afirmou que o objetivo principal é fazer entrar em Kosovo uma força internacional que inclua a Otan e garanta a segurança e o retorno de todos os refugiados.
"Não só os de etnia albanesa, mas também os sérvios", ressaltou ele, defendendo a autonomia e não a independência da região.
As declarações de Rugova provocaram a reação imediata do ELK. Um porta-voz do grupo, Yakup Krasniki, afirmou que não há a mínima possibilidade de discutir o desarmamento. "Rugova representa apenas um pequeno partido com muito pouco consenso", disse Krasniki.

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