Rubinéia proíbe pesca de tucunaré no rio Paraná
Rubinéia proíbe pesca de tucunaré no rio Paraná14/Mar, 15:59 Por Antônio José do Carmo Rubinéia, SP, 14 (AE) - O prefeito de Rubinéia , José Garcia Luís (PSDB), proibiu a pesca de tucunaré na parte do rio Paraná que passa pelo município, a 700 quilômetros de São Paulo, na divisa com o MS. Luís argumenta que não há legislação federal ou estadual que defenda a espécie introduzida nos lagos hidrelétricos dos rios Tietê e Paraná. O peixe acabou se tornando fonte de atração turística e agora está ameaçado pela pesca predatória, pois os municípios não têm base legal para fiscalizar com rigor. O prefeito informa que o tucunaré se reproduz três vezes por ano e procura as partes rasas do reservatório para desovar. Por isso se tornam presas fáceis de pescadores clandestinos, que usam grandes redes e capturaram milhares de exemplares. Há denúncias de que os peixes são vendidos para indústrias de ração para animais. O Instituto Brasileiro de Meio e Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não considera predatória a pesca do tucunaré nos grandes lagos hidrelétricos. De certa forma até estimula a captura por ele ser predador de espécies nativas que ainda se reproduzem nos pequenos afluentes.A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Polícia Florestal, que mantêm convênios federais para atuação no Estado de São Paulo, também não combatem a pesca do tucunaré para fins comerciais nos grandes lagos hidrelétricos. Segundo o prefeito de Pereira Barreto, Washington Luis de Oliveira , que também pretende proibir a pesca no seu município, a redução de tucunaré no lago está espantando os turistas. Paulo Arantes, diretor de turismo do município, afirma que nos Estados Unidos há regiões que proíbem a pesca de espécies esportivas por pescadores profissionais. O motivo seria o fato de o retorno econômico e social do turista ser muito maior para a comunidade. Em visita a Araçatuba no fim do ano passado, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse ser favorável à transfeência do comando da política ambiental para os comitês de microbacias hidrográficas instituídos pelo governo de São Paulo. Para Sarney Filho a estrutura de formação dos comitês, com políticos, empresários e organizações não-governamentais ligadas à natureza, é adequada para definir a política ambiental de cada região do Estado.





