Marcos Zanatta
De Maringá
A maior dificuldade para quem procura um endereço nos bairros da periferia de Maringá é encontrar uma placa de identificação das ruas e avenidas. Quanto mais área residencial, mais difícil ver uma placa nas casas das esquinas. O problema começa a ser sanado por iniciativa da Associação dos Moradores do Conjunto Herman Moraes de Barros, que está fazendo placas para sinalizar todas as ruas com a ajuda dos empresários do bairro.
As placas chamam a atenção não apenas pela forma como estão sendo confeccionadas, mas por trazerem o número do Código de Endereçamento Postal (CEP) de cada trecho de rua. Por enquanto, anuncia o presidente da entidade, Clóvis Barbosa da Silva, foram feitas 160 placas. ‘‘Queremos agora patrocínio para fazer placas para os bairros vizinhos’’, afirma.
A associação engloba também os jardins Copacabana, Vitória e Quebec e os parques Palmeiras e Bandeiras. ‘‘Não tenho ainda o número de placas necessárias, mas com certeza vamos sinalizar todas as esquinas desses bairros’’, promete. Ele diz ainda que está à disposição para ‘‘ajudar’’ qualquer associação interessada em fazer o mesmo nos demais bairros da cidade.
A ‘‘necessidade’’ de melhorar a identificação das ruas da região do Conjunto Herman Moraes de Barros, segundo Barbosa, esbarrava na dificuldade financeira da prefeitura. ‘‘Sem saída, começamos a pensar em uma alternativa’’, explica. Ele conseguiu as placas antigas com a prefeitura, que estão sendo retiradas de alguns bairros e de áreas próximas ao centro. Depois, foi em busca de patrocínio. Cada placa custa em média R$ 5,00 e, além do nome da rua e o CEP, traz o patrocinador. ‘‘Como os bairros daqui têm um comércio forte, a gente resolveu apelar aos empresários e deu certo’’.
O principal argumento, segundo Barbosa, é convencer o patrocinador que a publicidade é de baixo custo. Uma placa de rua dura em torno de 30 anos. ‘‘Não existe uma propaganda mais em conta que isso’’, afirma. A divulgação do CEP nas placas, que é novidade em Maringá, vai ajudar também os carteiros. ‘‘Até as crianças vão decorar o código da rua onde moram’’, observa Barbosa.
Ele deixa claro que teve o apoio da Secretaria dos Transportes, que liberou a nova sinalização. As placas, de fundo azul com inscrição em branco, seguem a nova sinalização que vem sendo implantada na cidade. As placas antigas são de fundo vermelho.
A inclusão do CEP nas placas é defendida pelo vereador Miguel de Oliveira (PMDB). Ele conseguiu aprovar uma lei obrigando o município a incluir o código postal nas novas placas. Segundo Oliveira, a identificação do CEP nas placas deve facilitar a localização de endereços, principalmente pelos carteiros.
O gerente comercial dos Correios em Maringá, Carlos Mariani, aprova a iniciativa. Mariani diz que hoje o CEP é muito fragmentado e a identificação nas placas vai auxiliar moradores e carteiros. Algumas avenidas de maior concentração de prédios e comércio, explica Mariani, chegam a ter cinco ou seis códigos diferentes. Com a numeração nas placas de cada esquina, ele acha que o morador terá certeza do código da rua.
‘‘Hoje, os Correios trabalham em cima do CEP para postagem e entrega, e qualquer número errado gera problemas’’, lembra. Mariani revela ainda que algumas poucas cidades do país já adotam o código nas placas de sinalização das ruas.Associação dos Moradores do Conjunto Herman Moraes de Barros começa a fixar placas de endereços nas esquinas do bairro
Marcos NegriniRumo certoClóvis Barbosa da Silva, da associação dos moradores, fixa placa de endereço: iniciativa conta com empresários

mockup