Rua fechada para obra revolta Zona 7


Moradores de dois bairros de Maringá utilizam o acesso para chegar ao centro da cidade





James NegriniPessoas com mais idade são as que mais sofrem para ultrapassar a barreiraJames NegriniAlambrado já foi aberto várias vezes para encurtar caminho


Marcos Zanatta
De Maringá

Moradores das zonas 7 e 4, em Maringá, estão revoltados com o fechamento do acesso entre as ruas José de Alencar e Padre Vieira por causa das obras do túnel ferroviário do Novo Centro. Moradores, principalmente da Zona 7, utilizam o acesso para chegar ao centro da cidade. Com as obras do túnel, a Urbamar, empresa responsável pela urbanização do Novo Centro, fechou com alambrados o acesso a partir da Rua Padre Vieira. ‘‘Colocamos uma placa explicando aos moradores os motivos do acesso fechado’’, diz a engenheira da Urbamar, Jocelei Menon.
A placa alerta que o local ficou perigoso por causa do desnível do leito da linha férrea, do trânsito de veículos pesados, e que a partir da conclusão da obra, no início de 2000, a prefeitura vai instalar uma passarela. ‘‘Mas o pessoal não entende e derruba o alambrado. Não vamos nos responsabilizar por acidentes no local’’, avisa Jocelei. Os moradores dizem que sempre passaram pelo local e nunca tiveram problemas mesmo quando o trânsito de trens era grande.
O aposentado Isaías Mendes Rosa conta que os moradores já derrubaram o alambrado três vezes. ‘‘Ninguém quer desviar pelas avenidas laterais’’, diz. As avenidas mais próximas ligando a Zona 7 ao centro são a Paraná e a 19 de Dezembro, cada uma a cerca de 500 metros do ponto de passagem da Rua José de Alencar.
Com o alambrado, a Urbamar fez também aterro nas paredes do túnel, mas os moradores aos poucos vão fazendo os degraus da escada. ‘‘Tenho medo de passar por aqui porque o barranco é alto, mas dar a volta demora muito’’, diz um idoso que mora na Padre Vieira, que pediu para não ser identificado.
Para o chaveiro João Leôncio, a obra do túnel vai melhorar só para quem tem carro. ‘‘Aqui só passa pessoal a pé, e querem agora tirar nosso acesso mais perto do centro’’, lamenta. Ele diz que se a prefeitura fizer passarela depois de inaugurar o túnel pode ficar bom para os moradores. ‘‘Mas não acredito que a obra saia’’.
A engenheira Jocelei diz que o município tem o projeto da passarela, que ainda depende de recursos. Ela confirma que os moradores já abriram o alambrado ‘‘várias’’ vezes, e diz que durante os debates do Orçamento Popular, não houve reclamações do fechamento do acesso. ‘‘Fomos duas vezes debater os problemas com os moradores do bairro e ninguém tocou na questão do acesso fechado’’, justifica.

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