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Empresários criticam governo por retaliar RS Por Ayrton Centeno
Porto Alegre, 29 (AE) - As Federaçäes das Associaçäes Comerciais (Federasul), das Indústrias do Estado (Fiergs) e da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e a unidade estadual do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) criticaram a iniciativa do governo federal de retaliar o Estado e defenderam a manutenção do diálogo com a União. "O ministro da Fazenda precipitou-se", disse o presidente da Federasul, Mauro Knijnik, referindo-se à retaliação do ministério.
Os presidentes das entidades reuniram-se hoje com o governador Olívio Dutra (PT), o vice-governador Miguel Rossetto (PT) e o secretário da Fazenda, Arno Augustin.
O encontro com os empresários foi o primeiro dos três realizados hoje no Palácio Piratini, com dezenas de entidades da sociedade civil.
O governo do Rio Grande do Sul expôs as razäes no litígio judicial com a União em torno da dívida estadual, reiterando que o Estado se mantém em dia com as obrigaçäes e deseja renegociar o débito como única maneira de poder o pagar. Augustin observou que, hoje, 110% da receita estadual estão comprometidos com o pagamento de funcionários, manutenção básica e dívida.
Depois que o Estado ganhou uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para depositar em juízo uma parcela da dívida com a União, o ministro Pedro Malan reagiu, avisando aos credores internacionais que haveria "risco de inadimplência" do Rio Grande do Sul.
O presidente da Fiergs, Dagoberto Godoy, voltou a criticar a nota do ministério que acusou o Rio Grande do Sul de inadimplência e defendeu o fim das retaliaçäes. Godoy, que acha que a dívida foi bem renegociada, quer "uma solução justa para ambas as partes". Para Knijnik, é legítima a intenção do governo gaúcho de propor a repactuação. "Temos todos os argumentos para renegociar nossos contratos legitimamente, algo que até mesmo a União está buscando em seus financiamentos internacionais", argumentou. Outro apoio veio do presidente da Farsul e do Sebrae
Carlos Sperotto.
Nas demais reuniäes, Olívio, Rossetto e Augustin receberam entidades como a seção do Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associaçäes de Juízes (Ajuris) e Riograndense de Imprensa (ARI), Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), União Gaúcha de Estudantes Secundaristas (Uges), Federação das Mulheres, Sindicato dos Médicos (Simers), igrejas evangélicas, pastorais operárias, sindicatos patronais e de trabalhadores, movimentos de donas de casa, grupos ecológicos, associaçäes de combate à Aids, entre outras.





