RS terá duas redes de ligadas ao gasoduto Bolívia-Brasil
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terça-feira, 10 de agosto de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 11 (AE) - A Sulgás começará a construir, no final deste mês, duas redes de distribuição que serão conectadas ao trecho gaúcho do gasoduto Bolívia-Brasil. Serão cerca de 450 quilômetros de tubulação que exigirão até 20 meses de obras e investimentos de US$ 35 milhões, bancados pela própria estatal. O anúncio foi feito hoje pela secretária de Energia, Minas e Comunicações do governo gaúcho, Dilma Rousseff.
Segundo o presidente da empresa, Giles Azevedo, os ramais serão implantados na região metropolitana de Porto Alegre e na serra, abastecendo os municípios próximos ao pólo de Caxias do Sul. As redes vão atender basicamente a consumidores industriais e serão subterrâneas, acompanhando as rodovias e as principais avenidas. A ligação até o "portão" dos clientes ficará a cargo da Sulgás.
"Este será o grande salto da empresa", disse Azevedo. De acordo com ele, atualmente a companhia opera apenas um duto de 16 quilômetros para levar gás da Refinaria Alberto Pasqualini
em Canoas, ao lado de Porto Alegre, para seis indústrias da região.
Conforme a Secretaria de Energia, a estimativa é que o gás boliviano esteja disponível em um ano no Rio Grande do Sul. O preço que a Sulgás vai cobrar dos seus clientes acompanhará o padrão nacional estabelecido pelos próximos cinco anos (85% do óleo combustível tipo 1A), ou US$ 2.60 por milhão de BTU, informou Azevedo.
Além do Brasil-Bolívia, já existem projetos para dois novos gasodutos no Rio Grande do Sul. Um deles, a cargo de um consórcio de empresas liderado pelo grupo Ipiranga, importará gás argentino por Uruguaiana. Outro será instalado pelas companhias Pan American Energy e British Gas, entrando por Jaguarão, vindo de Montevidéu. Hoje a secretária Dilma Roussef participou da instalação da Comissão de Gasodutos da Assembléia Legislativa gaúcha, que vai acompanhar a implantação das redes no Estado.


