RS lança programa de reforma agrária
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de abril de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 05 (AE) - O Rio Grande do Sul lança amanhã (06) seu projeto de reforma agrária, que prevê o assentamento de 800 famílias em 1999. O plano de Reforma Agrária, Inclusão Social e Qualidade de Vida consumirá R$ 27,8 milhões durante o ano. É o projeto estadual de assentamento mais ambicioso das últimas décadas no RS.
Durante a campanha o governador Olívio Dutra (PT) prometeu assentar 10 mil famílias em quatro anos, em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Atualmente,há no Estado quatro mil sem-terra em cinco acampamentos.
Quase 90% dos R$ 27,8 milhões serão usados para assentar as 800 famílias . O restante custeará obras de infra-estrutura em cerca de 100 assentamentos onde vivem 3.100 famílias. O dinheiro será usado na abertura ou recuperação de estradas e de poços artesianos, construção ou reforma de escolas e postos de saúde e eletrificação, além de despesas com técnicos agrícolas.
Embora o programa seja mantido por verbas estaduais, haverá uma ação conjunta com o governo federal. O Incra continuará com as desapropriações e aquisições de terra para assentar 2,5 mil famílias em 1999.
De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST/RS), o projeto mais amplo de assentamento estadual ocorreu durante o governo Pedro Simon (PMDB), que conseguiu lotes para 814 famílias em quatro anos. A partir de 1982 os governadores gaúchos, independentemente de partido, fizeram programas de reforma agrária. Jair Soares( então PDS) assentou 282 famílias e Alceu Collares (PDT) 346. A exceção foi Antonio Britto (PMDB) que, de acordo com a entidade, não assentou nenhuma família.


