Porto Alegre, 10 (AE) - A Secretaria de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul publica amanhã (11) uma nota oficial nos jornais gaúchos afirmando que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) "continua operando em desequilíbrio econômico-financeiro", apesar do reajuste de 13,42% nas tarifas a partir de hoje. Segundo o documento, a estatal estava desde abril de 1997 com seus preços congelados e o índice autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sequer repõe a inflação do período.
A nota destaca que o reajuste também é inferior às correções tarifárias autorizadas para as duas distribuidoras privadas que operam no estado. Desde 1997 a Rio Grande Energia (RGE) e a AES Sul aumentaram seus preços em mais de 18%, incluídos os 2,57% e 2,44% liberados ontem, respectivamente, a ambas as empresas.
A secretaria destaca ainda, no documento, que a CEEE não obteve nenhum reajuste para suas atividades de geração hidrelétrica e transmissão, pois o índice permitido pela Aneel se aplica somente à operação de distribuição, que atinge as regiões sul e sudeste do estado.
Em 1998 a estatal apurou prejuízo líquido de R$ 31,2 milhões e chegou ao final do ano com um déficit operacional mensal ao redor de R$ 29 milhões.

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