Porto Alegre, 22 (AE) - O reajuste do salário mínimo e a possibilidade de os Estados aumentarem a remuneração dos seus servidores em até R$ 30,00 além do fixado "não terão repercussão direta" na folha salarial do governo gaúcho. Segundo o secretário de Administração e dos Recursos Humanos/RS, Jorge Buchabqui, o menor salário pago pelos cofres estaduais é de R$ 161,17 mensais que, neste mês, já será corrigido em 65.
Ele disse que os R$ 161,17, compostos por salário-base e um abono pago há vários anos, referem-se a 40 horas semanais e não 44 como estabelece a legislação para o salário mínimo. Nos números oficiais, há somente 3.256 funcionários na administração direta do Estado, incluindo ativos e inativos, que recebem menos de R$ 200,00 mensais. O Executivo paga mensalmente cerca de 250 mil contracheques, entre funcionários em atividade e aposentados.
Os postos de menor remuneração, como serventes e faxineiras, recebem vencimentos de R$ 121,00, valor acompanhado de um abono de R$ 40,17. Os professores que cumprem apenas 20 horas semanais ganham, como básico, R$129,00, agregado a um abono de R$ 44,00 e vale-refeição de R$ 72,00. O magistério está em greve por melhores salários. O governo oferece reajuste de 14%.

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