RS amplia área de risco da febre amarela
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Folhapress 
São Paulo- O governo do Rio Grande do Sul aumentou hoje a área considerada de risco para a ocorrência de febre amarela, que, agora, totaliza 158 municípios em alerta. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o aumento da área de risco aconteceu devido à ocorrência de morte de bugios nas cidades de Lagoa Vermelha e de Vila Nova do Sul. Ainda de acordo com a pasta, exames já determinaram que a causa da morte dos animais foi a febre amarela.
Os 17 municípios que passam a integrar a área de alerta são: Esmeralda, Guabiju, Muitos Capões, São Jorge, André da Rocha, Barracão, Capão Bonito do Sul, Caseiros, Ibiaçá, Ibiraiaras, Lagoa Vermelha, Sananduva, Santo Expedito do Sul, Lavras do Sul, Santa Margarida do Sul, Vila Nova do Sul e Tupanci do Sul.
A febre amarela no Rio Grande do Sul é da modalidade silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, que só habita áreas de mata. Antes das mortes verificadas no fim do ano passado, o último caso da doença no Sul havia sido registrado em 1966.
A Secretaria de Saúde afirmou que 980.591 doses de vacina contra a febre amarela foram aplicadas desde outubro do ano passado.
A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos e que pode levar à morte em uma semana, se não for tratada rapidamente. Após a picada do mosquito infectado, a doença demora de três a seis dias para se manifestar. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, vômitos, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes cor de borra de café e diminuição da urina.
A vacinação é a única forma de prevenção contra a doença, segundo a Secretaria de Saúde. As pessoas que já foram vacinadas há menos de dez anos não precisam ser revacinadas.


