Brasília - A Polícia Federal afirma ter provas que comprovam que parte dos R$ 164,8 milhões levados do Banco Central de Fortaleza, em agosto de 2005, foi usado para financiar rebeliões em presídios e ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Para a PF, membros da família Laurindo, apontados como mentores do assalto, participaram direta e indiretamente dos ataques. O principal elo com o PCC é Raimundo Laurindo Neto, que foi preso há uma semana com mais quatro irmãos sob a acusação de liderar a quadrilha que planejava roubar, por meio de um túnel, duas agências bancárias em Porto Alegre.
Conforme dados obtidos pela DPAT (Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio da PF), pelo menos R$ 50 milhões levados do BC teriam ido para os cofres do PCC. Parte do dinheiro financiou os ataques.
Para a PF, juntamente com os irmãos Ricardo e Giovan, Raimundo participava das ações criminosas em parceria com o PCC, o que inclui tráfico de drogas, assalto a mão armada, entre outras práticas.

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