De acordo com estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), os furtos e roubos de veículos tiveram um grande aumento no Paraná nos últimos cinco anos. Em 2007, foram levados 15.973 automóveis. Em 2012, o número foi 28,4% maior, chegando a 20.509 roubos ou furtos.
O aumento desse tipo de ocorrência já influencia o mercado de seguros de automóveis. De acordo com Ramiro Fernandes Dias, diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Paraná e no Mato Grosso do Sul (Sindseg-PR/MS), no ano passado a procura por seguros de veículos aumentou 20% no Estado.
Dias aponta que o aumento do número de veículos, propiciado pelos incentivos fiscais e pela facilidade de crédito para a compra de carros nos últimos anos, forçou reajustes nos preços do serviço, já que, além de mais roubos, estão ocorrendo mais colisões.
"Essas situações geram reflexos no custo dos seguros, já que um dos itens dele é o volume de perdas", explica o diretor. Apesar do preço do serviço variar conforme diversos fatores (como modelo do veículo e idade do condutor), Dias estima que em média os valores do seguro de automóveis variaram 26% no Paraná em 2012. Aproximadamente 25% da frota circulante paranaense está coberta por algum tipo de seguro, segundo o diretor.
O diretor do Sindseg-PR/MS acredita que, se o combate ao furto e roubo de veículos fosse mais eficiente, o preço médio dos seguros não estaria variando tanto. "Falta ostensividade na fiscalização da polícia e dos órgãos de Fazenda, de investigar a procedência de veículos e peças vendidos em certos estabelecimentos", critica. "Além disso, o contingente de policiais não acompanha o aumento da frota."
A advogada Rogéria Cristina Diório Delicato foi vítima de roubo em dezembro, quando sua Meriva foi levada em um assalto em uma borracharia no Parque Guanabara, Zona Sul de Londrina. "Deixei meu carro para trocar pneu e fui a um mercado a pé. Meu filho ficou na borracharia. Um homem chegou armado, rendeu o meu filho e o funcionário, e levou o carro", relata a advogada.
Rogéria afirma que não houve maiores transtornos, porque a seguradora disponibilizou um carro-reserva e o dinheiro do seguro em seguida. "Em 15 dias, já estava de carro novo", explica.
"O que fica é o susto. Isso não tem preço. A gente fica apreensivo ao andar de carro. Você nunca vai imaginar que vai ser assaltado em uma borracharia, no meio da tarde", diz a advogada. A Meriva foi localizada em Turvo (região de Guarapuava), no último Carnaval, já com placas clonadas.

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