Roubo de remédios causa prejuízo de US$ 200 mi ao ano Agência Estado De Brasília O mercado farmacêutico tem prejuízo de US$ 200 milhões (R$ 348 milhões) em seu faturamento anual com o roubo de cargas de remédios ocorrido, principalmente, nas rodovias do País. No ano passado, o setor faturou US$ 10 bilhões (R$ 17,4 bilhões) no mercado brasileiro. A revelação foi feita ontem pelo vice-presidente da Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma), Jorge Froes de Aguilar, em depoimento à CPI dos Medicamentos, que decidiu aprofundar as investigações sobre roubo de carga. Aguilar afirmou desconhecer o destino dos remédios roubados. Mas a CPI já tem indícios de que as próprias distribuidoras seriam coniventes com o roubo de medicamentos. O presidente da comissão, deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), disse que as evidências desse envolvimento foram reforçadas, ontem, com o depoimento do presidente da Distribuidora Panarello Farmacêutica Ltda., Paulo Panarello Filho. Ele afirmou à comissão que a distribuidora não faz seguro da carga de remédios porque, segundo disse, as seguradoras cobram taxas altas. ‘‘É impossível entender que uma empressa não proteja seu próprio patrimônio’’, estranha Marchezan. O deputado Robson Tuma (PFL-SP), relator da subcomissão de Cargas Roubadas da CPI, disse ter indícios de um suposto envolvimento da Panarello com roubo de carga de remédios. Paulo Panarello, por intermédio da sua assessoria, contesta a suspeita de Tuma. Ele lembra que a empresa existe há 25 anos e não há nenhum boletim de ocorrência ligando a distribuidora ao roubo de cargas. Para Panarello, a ‘‘disputa por holofotes’’ levou Tuma a fazer a denúncia contra a empresa. Tuma ainda acusa a distribuidora de sonegar impostos. Segundo ele, a Panarello foi multada recentemente em R$ 110 milhões pela Receita. A distribuidora, além de negar a sonegação garante estar recorrendo contra a multa na Justiça.

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