Roubo de combustíveis dá prejuízo de R$ 300 mil
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terça-feira, 22 de julho de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O roubo de carga de combustíveis que vem acontencendo no último mês na região de Araucária, município da Região Metropolitana de Curitiba, já significa um prejuízo de cerca de R$ 300 mil para as distribuidoras e refinarias. Em junho foram registrados quatro roubos e mais de dez tentativas na região metropolitana, segundo o Sindicombustíveis do Paraná. Mais de 100 mil litros já foram roubados. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, em todo o Estado foram registrados 10 assaltos. Na tentativa de buscar uma solução para o problema, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar) se reuniu ontem com representantes da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Estadual, das distribuidoras e refinarias.
É preciso mais entrosamento entre a polícia e os sindicatos e distribuidoras para que as informações sobre os roubos cheguem a todos. Essa foi a conclusão da reunião, segundo o presidente do Setcepar, Rui Cichella. Segundo ele, por causa de questões burocráticas, muitas informações que os sindicatos e empresários tinham, a polícia não conhecia. ''Se não houver solução, as empresas de transporte vão ter que investir mais em segurança, o que pode significar um aumento de até 10% do valor do frete'', afirmou. Caso haja esse aumento, quem vai sofrer as consequências é o bolso do consumidor.
A maior parte dos roubos tem acontecido principalmente na cidade de Araucária por ser uma região que abriga um grande número de refinarias e distribuidoras. Geralmente são três carros que interceptam os caminhões e o levam deixando o motorista para trás. O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, disse que os caminhões possuem tacógrafos e já se notou em dois roubos que houve um espaço de 12 minutos entre o esvaziamento da carga e o abandono do caminhão. ''Isso quer dizer que o local usado como desova do combustível fica nesse raio de 12 minutos. Isso já ajuda bastante nas investigações da polícia'', concluiu.
O índice de combustíveis adulterados nos postos do Paraná caiu de 18,4% em maio para 3,6% em junho, segundo o Sindicombustíveis. Isso, segundo Cichella, descarta a possibilidade da carga roubada estar sendo adulterada. ''Presume-se que os ladrões estão roubando produto bom para vender por um preço inferior ao de mercado.'' Nem o titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, Ronald de Jesus, nem o comandante da Polícia Rodoviária Estadual, José Paulo Betes, que participaram da reunião, foram encontrados pela reportagem para dar maiores informações sobre as investigações.


