Roubo de cocaína em Campinas foi facilitada, aponta sindicância
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domingo, 18 de julho de 1999
Por Milton Bridi, especial para a AE 
Campinas, SP, 19 (AE) - A sindicância que apurou o roubo de 340 quilos de cocaína no prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo, concluiu que a quadrilha pagou para ter facilitada a retirada da droga. Não houve sequer arrombamento da porta da sala onde estava a cocaína. A suspeita é de que cinco policiais teriam recebido cerca de R$ 200 mil, entre eles estariam o delegado Ricardo Lima e o médico legista Antonio Francisco Bastos. Nenhum dos acusados foi localizado hoje para comentar a sindicância. O relatório final da Corregedoria de Polícia de São Paulo será entregue nesta semana à promotoria de Justiça.
O resgate ocorreu no dia 31 de janeiro, seis dias após a polícia ter feito a apreensão em uma fazenda no município de Indaiatuba. O que mais chamou a atenção foi a ousadia da quadrilha, que entrou no prédio do IML, entre as delegacias Seccional e de Investigação Geral. O delegado Lima era o responsável pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) quando o fato ocorreu e foi afastado de suas funções. Bastos, que dirigia o IML, disse na época não saber que a droga havia sido transferida para o prédio. Outros três envolvidos no caso são dois policiais militares e um investigador.


