São Paulo, 07 (AE) - Nos primeiros dez meses de 1999 o número de roubo de cargas no Estado de São Paulo cresceu 51% em relação a igual período de 1998. Foram 1.625 ocorrências registradas de janeiro a outubro de 1999, contra 1.077 nos mesmos meses de 1998. Enquanto o número de casos se mantém elevado (mais de 160 por mês, em média), os prejuízos provocados pelos roubos de cargas caíram em 1999. Até outubro, as quadrilhas haviam roubado o equivalente a R$ 118,5 milhões em mercadorias transportadas em caminhões, contra R$ 123,7 milhões desviados entre janeiro a outubro de 1998. Os prejuízos diminuíram 4,2%.
Os dados fazem parte de pesquisa feita pela Assessoria de Segurança do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp). Para o assessor de segurança do Setcesp, coronel Paulo Roberto de Souza, a explicação para o fato de as ocorrências aumentarem de maneira significativa, enquanto os prejuízos tem pequena queda, está nas medidas de gerenciamento de risco adotadas pelas transportadoras, tais como escoltas armadas e monitoramento das cargas por satélite.
"As empresas não estão mais transportando as cargas mais valiosas em um único caminhão, mas diluindo as mercadorias em diversos veículos, que viajam em horários alterados. Desta forma, se houver um assalto, o prejuízo será menor", explica o assessor.
Os veículos que circulam na Capital e Grande São Paulo continuam sendo os alvos preferidos dos ladrões de cargas. Neste ano, até outubro, 58,96% dos roubos aconteceram na região, contra 41,04% registrados no Litoral, Interior e nas rodovias. As estradas mais perigosas são: Rodovia Anhanguera (com 16,60% dos roubos), Dutra (11,19%), Castelo Branco (9,52%) e Régis Bittencourt (7,84%). As mercadorias mais visadas são: produtos alimentícios (15,44%), eletroeletrônicos (14,81%), cigarros (12 48%) e medicamentos (8,96%).

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