Jandaia do Sul – A Polícia Civil está investigando o furto de 19 armas de fogo levadas em um arrombamento no Fórum de Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá) na madrugada de quinta-feira. O delegado Ítalo Cesar Sêga disse que ainda não tem pistas sobre a quadrilha responsável pela ação.
"As únicas suspeitas é que os invasores não são da cidade, apesar de conhecerem muito bem as dependências do fórum e de saberem onde as armas estavam", disse.
Conforme relato do escrivão criminal Adalberto Antunes Araújo, os invasores arrebentaram uma janela e logo depois teriam fechado a porta da sala que abrigava os cofres para evitar que um sensor acionasse o alarme. "Estimo que pelo menos quatro pessoas participaram do furto porque os cofres são muito pesados e foram deslocados dentro da sala", disse o escrivão. A invasão ocorreu nos fundos do anexo do prédio, que não dispõe de câmeras de monitoramento.
O delegado afirmou que não há informações sobre testemunhas. "Eles aparentemente escolheram uma madrugada muito chuvosa para não chamar a atenção da vizinhança", acredita Sêga.
Nos três cofres arrombados, havia armas usadas em assaltos e homicídios. Foram levados nove revólveres calibre 38, cinco revólveres calibre 32, um revólver calibre 22, uma pistola 380, uma pistola 9mm, uma pistola 765 e uma espingarda. Os números da série que identificam as armas foram enviadas ao Departamento de Polícia do Interior (DPI) para que outros delegados ajudem a investigação.
A polícia trabalha com algumas hipóteses. Uma delas é que os invasores seriam de uma quadrilha que já atacou outros fóruns no Estado no ano passado, em Peabiru (Centro-Oeste) e Colombo (Região Metropolitana de Curitiba). Nas duas ações, foram levadas 328 armas.
Outra hipótese é que os invasores pertençam a quadrilhas especializadas em arrombamentos de caixas eletrônicos. "As ferramentas que eles usaram são exatamente as mesmas que já encontramos em furtos deste tipo", afirmou o delegado.
Para apurar o caso que assustou a cidade e que mostrou a fragilidade da estrutura do Judiciário, a polícia enfrenta suas próprias deficiências. Com a cadeia superlotada - são 65 presos em um espaço de 18 lugares, a equipe de investigadores é ocupada quase que totalmente para demandas na carceragem. Apenas um investigador acompanha o delegado nas diligências. Além disso,Sêga está sobrecarregado, já que está respondendo por oito municípios.
Enquanto isso, no Fórum, o juiz e diretor João Gustavo Stolsis deve insistir junto ao Tribunal de Justiça (TJ) por verbas para melhorar a segurança do prédio. De acordo com o escrivão criminal Araújo, falta espaço na atual sede, construída em 1964 e que tem um anexo entregue em 2004. Haveria ainda um projeto para a construção de uma nova sede do Judiciário no município.
Procurada pela FOLHA, a assessoria de comunicação do TJ não soube informar se há mesmo planos de remodelação no Fórum de Jandaia do Sul. Já o Departamento de Policiamento do Interior disse que só vai prestar informações sobre as investigações do caso na segunda-feira.

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