O menino Stijm Verwegen, de 1 ano e 6 meses, foi morto, no início da noite de anteontem, ao ser atacado por um cão da raça rotweiller, de propriedade de sua família, em Campo Bom (região metropolitana de Porto Alegre). A polícia abriu inquérito para apurar o caso.
O boletim médico do hospital Lauro Reus indicou que, em razão de várias mordidas, o garoto sofreu lesões cranianas e dilaceração da região cervical esquerda. O corpo será cremado sábado, quando devem chegar parentes da Holanda, de onde a família é originária.
Segundo o delegado Mauro Duarte de Vasconcelos, que já ouviu amigos da família, Stijm e seu irmão de 3 anos costumavam brincar no pátio com dois cães rotweiller, de seis meses de idade.
Anteontem, a brincadeira transcorria normalmente até que a mãe das crianças, que estava em casa, desconfiou do silêncio no pátio. Ela correu até lá, conforme o delegado, e viu um dos cães sobre Stijm. A criança já estava morta.
O irmão não sofreu ferimentos. A mãe prestará depoimento na segunda-feira. O cão que atacou o garoto foi sacrificado, de acordo com a polícia.
O delegado disse acreditar que não haverá indiciamento no caso. ‘‘Não há pena maior para a família do que a perda do filho. Se a criança atacada fosse de um vizinho, aí, sim, apuraríamos a existência de negligência.’’
A veterinária Mariana Muller, consultada pela reportagem sobre o caso, disse que o cão pode ter atacado por ciúme. ‘‘Animais jovens, que convivem com crianças, adquirem amor e podem sentir ciúmes, atacando, instintivamente. Isso independe da raça’’, explicou.
Conforme a veterinária, com seis meses, um rotweiller pesa de 15 a 20 quilos e sua ferocidade está relacionada com a criação e o histórico dos pais.

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