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Cataratas do Iguaçu, passeio de barco em um rio da Amazônia
e santuário de aves no Pantanal: atrações internacionais

Já no início de 98, agências de viagem de todo o mundo deverão oferecer a seus clientes um novo destino turístico: um passeio com duração de 15 dias, que inclui as Cataratas do Iguaçu, o Pantanal e a Amazônia. Representantes da Foztur (o órgão oficial do turismo em Foz do Iguaçu) e dos governos estaduais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas e Pará estão criando o projeto Corredor do Ecoturismo. A iniciativa tem o apoio do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur).
‘‘O turismo é o negócio que mais cresce no mundo e, dentro desse mercado, o turismo ecológico é o segmento que oferece as melhores perspectivas’’, avalia o diretor de Marketing da Foztur, Luiz Antonio Rolim de Moura. De acordo com ele, muitos operadores já vendem pacotes ‘‘casando’’ Foz do Iguaçu e o Pantanal, mas isso vem sendo feito de forma individualizada.
Percorrendo o Brasil no sentido Sul-Norte (ou vice-versa), o Corredor do Ecoturismo vai ligar os principais atrativos desse segmento no País: Foz do Iguaçu (Cataratas e Costa Oeste, região banhada pelo lago da hidrelétrica de Itaipu), Pantanal (localizado nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) e as florestas equatoriais e os grandes rios da região Amazônica, nos Estados do Amazonas e do Pará.
Segundo Rolim de Moura, o principal alvo desse novo roteiro turístico será o visitante estrangeiro, já adepto do ecoturismo. A divulgação do projeto começará a ser feita no Japão, em dezembro, durante a feira Jata 97, o maior evento turístico daquele país. Os japoneses já são um dos principais clientes estrangeiros de pacotes com destino ao Pantanal.
‘‘Nosso maior mercado, pela proximidade, serão os demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). O segundo deverá ser a Europa e o terceiro, os Estados Unidos’’, prevê o diretor da Foztur. Ele acredita que o custo do tranporte aéreo no Brasil vai limitar o acesso dos brasileiros a esse novo produto turístico.
Devido à carência de estradas e à baixa oferta de vôos no Pantanal e na região Amazônica, o Corredor do Ecoturismo deverá adotar a intermodalidade no transporte, unindo os sistemas aéreo, rodoviário e fluvial. Segundo Rolim de Moura, já há empresas aéreas interessadas em criar novas linhas para atender esse roteiro. Os estados integrantes do projeto também deverão se comprometer a melhorar a qualidade das estradas e implantar infra-estrutura.
Ainda em novembro, as instituições que estão desenvolvendo o projeto deverão definir o preço dos pacotes. A duração da viagem será em torno de 15 dias, com quatro dias em Foz do Iguaçu, seis no Pantanal e cinco na Amazônia. Os pacotes deverão ser vendidos pelas agências já no início do próximo ano.

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