GROZNY, Rússia, 31 (AE-AP) Bombardeios de caças russos e fogo de artilharia prosseguiram hoje (31) com os novos ataques a cidades da Chechênia, enquanto as rotas de fuga de refugiados chechenos continuavam fechadas.
Segundo fontes militares russas, as forças federais cercaram completamente Gudermes, segunda maior cidade chechena, e estão fechando o cerco à capital, Grozny. "Estamos no controle da cidade, incluindo do ar e das estradas. Todas as posições estratégicas em torno de Gudermes foram ocupadas", informou um porta-voz militar russo.
Funcionários do governo checheno afirmaram que Gudermes não está totalmente sem comunicação e que continua a haver uma certa quantidade de tráfico em torno da cidade, apesar dos combates entre militantes separatistas islâmicos e as tropas russas.
Segundo Mumadi Sydayev, chefe do Comando Central do Departamento de Operações da Chechênia, sete pessoas morreram nos bombardeios de ontem a Chiskhi, cerca de 30 quilômetros ao sul de Grozny, e 10 em virtude dos ataques aéreos sobre a cidade de Kurchaloi, 45 quilômetros a leste da capital.
A população civil tem sido impedida de deixar a república há uma semana, depois que as tropas russas aproxomaram-se da fronteira com a vizinha república de Ingushétia, onde há um forte movimento separatista.
Segundo o presidente checheno, Aslan Maskhadov, helicópteros russos estão "matando crianças, mulheres e idosos que tentam deixar a região de conflito. As lideranças russas, sob o lema de lutar contra o terrorismo, está demonstrando ter adotado uma estratégia de genocídio contra a população chechena."
Em Helsinki, alarmada pelas netícias de que milhares de refugiados estão presos na Chechênia, a União Européia lançou um apelo à Rússia para que abra as fronteira com as regiões vizinhas e permita à população deixar a zona de combates.

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