Rosemary experimenta a liberdade
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de outubro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
A londrinense Rosemary Ferreira Garcia, solta em Assunção depois de cumprir quatro anos e meio de prisão por tráfico de drogas, foi informada ontem pelo cônsul brasileiro na capital paraguaia, Eraldo Arruda, que poderá visitar os parentes brasileiros somente em maio do ano que vem.
A explicação dada pelo consulado e repassada por Rosemary à Folha, por telefone, referiu-se ao cumprimento das obrigações impostas na concessão da liberdade condicional, dada no último dia 6 de outubro, sexta-feira, que exigem a permanência da ex-detenta no Paraguai até completar a pena. Como a Justiça reduziu cinco dos dez anos da sua condenação, ela estaria definitivamente livre no dia 4 de maio de 2001. Até lá, tenho que comparecer à Penitencia Bom Pastor uma vez por mês (todo o dia 27). O problema é que gostaria de viajar antes de ganhar meu bebê, disse a londrinense, grávida de quase três meses, explicando que a previsão do nascimento da criança coincide com a data determinada pelo juiz.
Apesar de estar com saudades da família, principalmente dos pais, não reclamou da espera forçada que terá de passar. Será muito difícil a autorização passar pelo juiz Carlos Ortiz, que está avaliando o caso, comentou. Morando com o marido Ramon Ranulfo Fanego Baldann (que também é o advogado que acompanha o caso) em um apartamento com dois quartos e bastante desarrumado até sua chegada devido a falta de um toque feminino, Rosemary disse que preferiu ficar em casa no final de semana por causa da gravidez, mas que já acompanhou o marido em eventos informais. Ontem (segunda-feira), fomos ao clube de campo para acompanhar o jogo de futebol do Ramon, mas acabei jogando vôlei com outras mulheres que frequentam o local.
Questionada se estaria sofrendo pressões da máfia que a envolveu no tráfico ela teria sido forçada a carregar junto ao corpo 4 quilos de cocaína que seriam enviados a Espanha , Rosemary disse que foi ameaçada somente uma vez, logo depois de ser presa no Aeroporto Internacional de Assunção. Mesmo assim, disse à Justiça o pouco que sabia. Agora, deixo tudo nas mãos de Deus.


