Rosemary deixa a prisão
e é levada para hospital
A londrinense Rosemary Ferreira foi transferida ontem para o hospital batista de Assunção, onde começou a passar por uma bateria de exames e testes que deverão definir seu atual quadro clínico. Os advogados da londrinense afirmam que ela está debilitada, sem se alimentar e andando com dificuldades.
O deputado federal Roque Zimmermann (PT-PR), que fez parte da comitiva que esteve no Paraguai na quinta-feira, acredita que a visita teve um desempenho superior em relação às missões anteriores. Desta vez avançamos porque procuramos os canais certos’’, lembrou o deputado. A comitiva foi composta por representantes da família Ferreira, Conselho de Pastores Metodistas, Câmara de Vereadores de Londrina, Direitos Humanos e Itamaraty.
Na opinião de Padre Roque, Rosemary, que está presa no Paraguai há três anos e quatro meses acusada de tráfico internacional de drogas, pode ser considerada uma privilegiada dentro do sistema carcerário paraguaio. ‘‘Conheço muitas prisões no Brasil e posso dizer: a penitenciária onde Rosemary está detida é uma das melhores que eu já conheci’’, disse o parlamentar ontem, em encontro com jornalistas no Fórum de Foz do Iguaçu.
O deputado ouviu relato de outras 30 presas brasileiras que estão na penitenciária. ‘‘A maioria diz que a Justiça paraguaia é lenta demais, mas que o presídio tem boa condição.’’ Na opinião dele, as denúncias de maus-tratos feitas por Rosemary podem estar ligadas ao seu atual quadro psicológico, que inspira cuidados. ‘‘O caso Rosemary é importante porque chama a atenção para os brasileiros presos no Paraguai, que em sua maioria estão detidos em péssimas condições mas são esquecidos porque são pobres’’, analisou. Não há estatísticas atualizadas sobre o número de presos brasileiros no Paraguai. Mas um levantamento feito ano passado mostrou que, apenas na prisão regional de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, estão detidos cerca de 100 brasileiros. (L.F.M.)

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