São Luís, 31 (AE) - A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), encaminhou hoje à Assembléia Legislativa mensagem propondo a concessão do piso salarial de R$ 175,00 - o equivalente a 100 dólares pela cotação do dia - aos servidores públicos estaduais. O novo salário, 15,8% superior ao mínimo anunciado pelo governo federal, entrará em vigor na segunda-feira (03).
Em outra mensagem, Roseana propõe que a Assembléia também aprove o salário de R$ 175,00 para os trabalhadores da iniciativa privada. "Considerando instrumento legal encaminhado pelo presidente Fernando Henrique ao Congresso Nacional, que transfere aos governadores a responsabilidade pela fixação de um mínimo estadual, estou propondo que os empresários adotem um piso salarial equivalente a 100 dólares", afirmou a governadora.
Lideranças empresariais maranhenses manifestaram-se favoráveis ao novo piso e disseram que irão pagar agora em abril o salário proposto pelo governo estadual. Os empresários argumentaram que o novo salário é uma forma de acabar com os desníveis sociais. "O novo salário beneficia aqueles que têm o menor nível salarial", admitiu o presidente da Associação Comercial do Maranhão, Júlio Noronha. Segundo o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Haroldo Léda, a maioria dos 217 prefeitos maranhenses também irão adotar o piso de R$ 175,00.
A decisão de pagar o equivalente a 100 dólares foi tomada por Roseana Sarney há pouco mais de um mês, em Brasília, e apoiada pela direção nacional do PFL. Mesmo diante de reações de aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso, a governadora do Maranhão fez as contas e decidiu conceder um aumento superior ao anunciado pelo governo federal. "Está suficientemente demonstrado que o atual salário mínimo não consegue atender às necessidades básicas de uma família, e foi por isso que defendi um reajuste superior ao proposto pela equipe econômica do governo." O reajuste beneficiará 23 mil servidores e representará um acréscimo de 2,7% na folha de pagamento do Estado, o equivalente a R$ 1,6 milhão.
O Maranhão gasta mensalmente R$ 60 milhões com o pagamento de funcionários. Segundo Roseana, o Estado continuará obedecendo ao limite de comprometimento da folha estabelecido pela Lei Camata, que é de 60%.

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