Arquivo FolhaDestruiçãoAutoridades temem repetição do episódio da grande queimada que atingiu de 13% a 17% de RoraimaA perspectiva de uma nova onda de incêndios causados supostamente por agricultores que preparam a terra para plantar, está pondo novamente em alerta tropas do Exército e da Polícia Militar e bombeiros que já estavam trabalhando em Roraima. As autoridades temem a repetição do episódio da grande queimada que há poucas semanas destruiu de 13% a 17% dos 225.116 Km2 do território do Estado localizado na região amazônica.
De acordo com informações procedentes da Capital Boa Vista, os trabalhos estão concentrados na região da ilha de Maracá, Mucajaí, Traiano e Trairão, no Norte do Estado.
‘‘As queimadas indiscriminadas poderão ocasionar novos focos de incêndio’’, alertou o general Luiz Edmundo Carvalho, chefe das operações de combate ao fogo, numa nota divulgada à população. Em seu comunicado, o militar indica que, durante seu vôo de inspeção sobre Roraima, os observadores das Nações Unidas identificaram mais 70 focos na reserva dos índios yanomami.
Os soldados foram instruídos a prender os lavradores que forem surpreendidos ateando fogo nas plantações. A nova Lei Ambiental prevê prisão de até cinco anos para qualquer pessoa que queime suas terras, disse um porta-voz do governo de Roraima.
O general acrescentou que o Exército e as equipes do governo local identificaram alguns pontos de fogo, que suspeitam ter aparecido depois das chuvas que caíram nos últimos dias na região.
O representante do Instituto do Meio-Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ademir dos Santos, informou que o organismo está duplicando o número de fiscais nas áreas mais castigadas pelo incêndio de março passado, ‘‘para impedir que pequenos agricultores voltem a fazer queimadas em suas terras, o que já está acontecendo’’.
Em Brasília, um grupo de parlamentares de partidos de oposição apresentaram uma denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra os ministros do Meio-Ambiente, Gustavo Krause, do Planejamento, Antonio Kandir, e da Agricultura, Arlindo Porto, acusando-os por ‘‘crime de responsabilidade, por omissão no combate e prevenção ao incêndio em Roraima’’. Também denunciaram por ‘‘crime de improbidade administrativa’’ o Secretário de Política Regional, Fernando Catão, e o presidente do Ibama, Eduardo Martins.
Em sua denúncia, os parlamentares recordaram que, ‘‘em 22 de janeiro pasado, o governador de Roraima, Neudo Campos, decretou o estado de calamidade pública por causa do prolongado estio e a falta de água potável’’, mas apenas conseguiu alguma ajuda em 17 de março, quando o fogo já estava consumindo as florestas do Estado.

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