Boa Vista, 03 (AE) - O governo do Estado está buscando junto ao Ministério da Saúde ajuda para contratar, em caráter de emergência, médicos anestesistas para atender a demanda nos hospitais e unidades de saúde de Roraima. Devido ao programa de corte de salários em cerca de 25%, pelo menos dez anestesistas pediram demissão e hoje somente dois continuam nas suas funções.
Desde que o governador Neudo Campos (PPB) anunciou a disposição de reduzir salários daqueles que não foram demitidos, os médicos que trabalham em sistema de cooperativa, iniciaram movimento no sentido de continuar com vantagens anteriores e, não tendo obtido êxito nos pedidos, resolveram sair. Além dos anestesistas, pediatras e especialistas em outras áreas também estão deixando o Estado.
Uma solução seria a contratação de mais médicos que viriam de Cuba, mas o governo enfrentaria outro problema: o político, porque os médicos brasileiros alegam que os profissionais cubanos ganham menos e questionam a validade dos seus diplomas e registros. Esta briga, aliás, já chegou ao Conselho Regional de Medicina (CRM), onde duas eleições foram realizadas e anuladas pela Justiça porque houve participação dos estrangeiros votando.
Os médicos ainda denunciam que há falta de equipamentos e remédios, o que os impede de realizar um bom trabalho. Há informações de que até soro fisiológico os parentes dos que estão internados precisam comprar nas farmácias de Boa Vista.
A Secretaria de Saúde, desde dezembro, renegocia com os fornecedores e garante que houve momentos difíceis que, no entanto, foram contornados e que atualmente a maioria dos serviços estão dentro da normalidade.

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