Porto Velho, 17 (AE) - O governo de Rondônia faz a vigilância e vacina em massa contra a febre amarela na área de fronteira como rotina, informou o secretário estadual de saúde, Caio Penna. Ele e a diretora do Centro Estadual de Epidemiologia
Arlete Baldez, não vêem necessidade de fazer uma campanha especial por causa dos registros de febre amarela silvestre em Goiás.
O governo de Rondônia assinou convênio hoje com a Fundação Nacional de Saúde, que vai destinar 2 milhões e 38 mil reais para o controle e prevenção de doenças endêmicas transmitidas por vetores, como a malária, a leshmaniose e febre amarela.
"Alertamos a população sobre a necessidade de se imunizar contra a febre amarela., basta para isso que a pessoa procure qualquer centro de saúde, tanto da capital quanto do interior", disse Penna. A vacina é oferecida também durante as campanhas de multivacinação feitas pelo governo federal. Arlete Baldez destaca que a vacina anti-amarílica só imuniza 15 dias depois de aplicada. O governo estadual vem ampliando também o controle do mosquito Aedes aegypt - transmissor da dengue e da febre amarela urbana.
O último caso da febre amarela silvestre em Rondônia foi registrado em 1997. Um lavrador do município de Nova Califórnia morreu, vítima da doença. No ano passado, por causa da epidemia da doença registrada na Bolívia, a coordenadora nacional de Imunização, Maria de Lurdes, esteve em Rondônia para verificar o trabalho do governo. A última campanha desenvolvida pelo governo na região fronteiriça imunizou mais de 90%.

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