Rio - O adolescente D.D.V, de 12 anos, recebeu alta ontem do Hospital Estadual Albert Schweitzer, no Rio. Ele era um dos jovens feridos pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira que ainda estava internado. Mais quatro crianças permanecem em hospitais estaduais recuperando-se dos ferimentos. Entre eles, está J.O.S., de 14 anos, que melhorou e foi transferido do CTI pediátrico para a enfermaria do Hospital Estadual Alberto Torres.
Os estudantes ainda internados receberam ontem a visita de Ronaldinho Gaúcho e da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim. A presença do jogador causou alvoroço e confusão. Por questão de segurança, os parentes de pacientes internados no hospital foram impedidos de entrar no local até a chegada do craque, que se atrasou. Ronaldinho chegou a ser vaiado quando deixou o Albert Schweitzer. Depois, ele seguiu para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense. De lá, foi de helicóptero para o Ninho do Urubu, em Vargem Grande (Zona Oeste), onde o Flamengo treina.
Víedo
Wellington Menezes de Oliveira afirma em vídeo que o bullying sofrido por ele foi a principal motivação para o massacre em Realengo. A Secretaria de Segurança Pública do Rio divulgou ontem novo material, que inclui vídeos, fotos e textos, encontrados no computador do atirador. O acervo mostra a preparação de Wellington, não só para as mortes, mas para a repercussão que o caso teria. Lendo textos ou falando diretamente para a câmera, Wellington contraditoriamente justifica o assassinato das 12 crianças como uma resposta aos ''covardes''.
''Eu era agredido, humilhado, ridicularizado (...), mas o que mais me irrita hoje é saber que esse cenário vem se repetindo sem que nada seja feito contra essas pessoas covardes e cruéis'', diz. Referindo-se às vítimas de bullying como ''irmãos'', o assassino culpa as ''autoridades escolares'' por cruzarem os braços diante do problema, e diz que, não fosse por isso, estaria vivo, assim como todos que matou.

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