A 16 Romaria começa às 8 horas, em São Jerônimo da Serra, cidade onde deve ser construída a primeira hidrelétrica do Rio Tibagi. A concentração inicial será sobre um antigo cemitério indígena, denunciando a morte e a discriminação dos povos indígenas no Paraná. No local, os romeiros também denunciarão o processo de privatização e comércio da água.

Às 11 horas, os romeiros seguem em caravana até o Rio Tibagi, na cidade de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) para proclamar alternativas às formas de geração de energia atuais e celebrar a presença de Deus nas corredeiras do rio. Dezoito barcos de pescadores trarão a Bíblia, que inspirará o compromisso dos presentes na defesa da água e da vida.

''A romaria não terá só característica de reza, mas também de denúncia'', diz Dom Ladislau Biernaski, vice-presidente da CPT Nacional. Ele explica que o evento terá três momentos distintos: de celebração, denúncia e partilha.

A celebração termina por volta das 16 horas, com a partilha de pães e peixes, doados pelos índios, em alusão à passagem bíblica do milagre da multiplicação anunciada por Jesus. (M.G.)

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