Belém, 28 (AE) - A presidência da Fundação Nacional de Saúde (FNS) em Brasília afastou do cargo os coordenadores do órgão no Amazonas, Horácio Augusto de Almeida, Messias Souza Freire e Rainier Pedraça de Azevedo.
Os três são acusados de fazer compras superfaturadas, falsificação em cheques e notas fiscais frias, pagamento ilegal de diárias e serviços não realizados. O total do rombo atinge R$ 4,7 milhões. Dois técnicos da FNS no Pará, Emanuel Patrício e Antonio Guedes, foram designados pela presidência do órgão para substituir os ex-coordenadores amazonenses.
"Cortamos as benesses e estamos fazendo a FNS retomar sua credibilidade no Amazonas", disse Guedes. Ele acrescentou que os três acusados têm prazo que começa a vigorar amanhã, dia 1o , para apresentar defesa e devolver aos cofres da FNS os R$ 4 7 milhões desviados. O ex-coordenador Horácio Almeida diz que nada tem a temer. E afirmou que se tivesse roubado a FNS "hoje seria um homem muito rico".
Autor das denúncias, posteriormente comprovadas por investigações de auditores da FNS em Brasília, o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas, Walter Matos de Moraes, se diz ameaçado de morte em Manaus. "Pessoas que não se identificam ligam para a minha casa dizendo que vão me matar", revela Moraes.

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