Romaria reclama do desemprego
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quinta-feira, 01 de maio de 1997
Das agências 
Raimundo Valentim/Agência Estado
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O ministro Paulo Paiva pediu solidariedade contra o desempregoPORTO ALEGRE - O desemprego e a alternativa de cooperativas de trabalho autogestionárias foram os principais temas da 6ª Romaria do Trabalhador, que reuniu cerca de 20 mil pessoas, no Parque do Imigrante, na cidade de Lajeado (a 109 quilômetros da capital).
Organizada pela Pastoral Operária da Regional Sul III da CNBB, a romaria foi o maior protesto contra a política neoliberal do governo no Rio Grande do Sul.
Na abertura do evento, o bispo de Santa Cruz do Sul, dom Sinésio Bohn, disse que os trabalhadores precisam fortalecer os sindicatos e outras organizações populares para lutar contra o desemprego no País. Ontem, além dos caminhantes, chegaram a Lajeado cerca de 600 ônibus das mais diversas regiões do Estado. Na capital, a CUT e o MST reuniram cerca de cinco mil trabalhadores, das diversas categorias, no Parque da Redenção, onde houve um ato de protesto contra as reformas administrativa, previdenciária e a favor da reforma agrária.
Solidariedade O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, defendeu ontem, a solidariedade dos três níveis de governo e também dos trabalhadores e patrões para que o País gere empregos mais duradouros e com salários crescentes. A declaração do ministro foi feita durante mensagem para a rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, no Dia do Trabalhador.
Em São Paulo, o presidente nacional da CUT, Vicente Paulo da Silva, defendeu ontem, na comemoração do Dia do Trabalhador, em São Bernardo do Campo, 30 dias de debate pela televisão sobre a Vale do Rio Doce seguido de realização de plebiscito antes da privatização da empresa. Defensores e opositores da venda da estatal teriam tempo igual para defender suas idéias. Vicentinho afirmou que o presidente Fernando Henrique Cardoso está surdo para as reivindicações da sociedade e que deve parar para pensar.


