Cerca de 30 mil pessoas são esperadas pelos organizadores nas atividades da 16 Romaria da Terra do Paraná, que acontecem hoje em São Jerônimo da Serra (90 km de Londrina). Organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Diocese de Cornélio Procópio, a romaria começa às 8 horas com a concentração dos romeiros sobre um antigo cemitério indígena.

Com o tema ''Terra, Água e Etnias'', a romaria, que acontece anualmente, servirá para denunciar a morte e a discriminação dos povos indígenas no Paraná, e o processo de privatização e comércio da água. Os romeiros também se manifestarão contra projetos de construção de hidrelétricas no Rio Tibagi.

''Queremos chamar a atenção para a importância de preservação da água, um bem esgotável e essencial para a vida, mas também questionar os grandes projetos de produção de energia com a construção de grandes hidrelétricas, que põem o meio ambiente e as comunidades locais em risco'', explica o coordenador da CPT no Paraná, Dionísio Vandresen.

Às 11 horas, os romeiros seguem em caravana até o Rio Tibagi, na cidade de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) para proclamar alternativas às formas de geração de energia atuais e celebrar a presença de Deus nas corredeiras do rio. Dezoito barcos de pescadores trarão a Bíblia, que inspirará o compromisso
dos presentes na defesa da água e da vida.

''A romaria não terá só característica de reza, mas também de denúncia'', diz dom Ladislau Biernaski, vice-presidente da CPT Nacional. O evento terá três momentos distintos: de celebração, denúncia e partilha.

A celebração termina por volta das 16 horas, com a partilha de pães e peixes, doados pelos índios, em alusão à passagem bíblica do milagre da multiplicação anunciada por Jesus.

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