Roller derby busca consolidação nacional
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segunda-feira, 05 de maio de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - O roller derby, esporte praticado exclusivamente por mulheres, tem tudo para se consolidar no País. Pelo menos, no que depender da vontade das ligas independentes espalhadas pelo País, a modalidade tem espaço garantido. No último fim de semana, 11 equipes de várias regiões encontraram-se em Londrina para disputar um torneio amistoso.
Segundo Marina Machado, integrante da liga londrinense Little London Derby Girls, as competições organizadas pelas ligas servem para que as meninas participem de jogos reais e aprendam mais sobre técnicas e regras. "Existe um grande campeonato, o Brasileirão, mas nem todas conseguem classificação. Por isso nos articulamos para esse encontro, no qual todas pudessem participar de workshops para aprender mais sobre o esporte, além de participar dos jogos", explicou.
O esporte, criado na década de 1930 nos Estados Unidos, é uma prática de alto impacto. As atletas usam patins de rodas paralelas e correm em torno de uma quadra, na qual dois times, de cinco jogadoras cada (uma pivô, três bloqueadoras e uma atacante), literalmente, esbarram a todo momento uma nas outras. Entre quedas, cotoveladas e empurrões, o objetivo é que a jogadora na posição de atacante, chamada "jammer", marque pontos para seu time. "A cada bloqueadora que ela passa, marca um ponto", explica Mariana Dutra, da equipe de Campo Grande.
É nessa disputa que acontece toda a ação que, à primeira vista, pode parecer violenta. Mas, na verdade, tudo acontece com habilidade, de maneira "técnica e calculada". "É um esporte em que o contato é inevitável. Caiu, levanta e segue adiante. Não é para menininhas, é para quem gosta de emoção. E posso garantir que se torna um vício", acrescenta Mariana.
Além dos patins especiais, é preciso usar equipamentos de proteção, como joelheira, capacete e protetor bucal, para praticar o roller derby. O aparato completo custa, em média, R$ 2 mil.


