Londrina - A portaria de uma escola estadual da Zona Norte é cercada por várias grades e o controle de acesso dos alunos é feito por intermédio de cartões que liberam o acesso pelas roletas. No entanto, a Reportagem conseguiu entrar duas vezes na escola alegando a necessidade de transferência das filhas. A funcionária da portaria autorizou o ingresso e o acesso total, passando por todas as grades e entrando em contato com alunos que praticavam atividade física na quadra poliesportiva coberta e no pátio.
A reportagem entrou em contato com funcionários da secretaria sobre quais os documentos necessários para realizar a transferência e recebeu um papel com as informações. Na saída também não houve problema. Mais tarde a Reportagem retornou ao local, logo após o sinal de saída e constatou que muitos alunos permaneciam nas quadras, mas ninguém controlava a entrada de pessoas estranhas.
Em outra instituição na mesma região, o portão estava aberto, dando acesso ao guichê da secretaria. Ao lado havia mais um portão, também aberto, e ninguém pedia a identificação dos estudantes.
Ao se deparar com um grupo de professores, a Reportagem alegou que precisava fazer a transferência das filhas e teve o acesso ao pátio facilitado. Enquanto aguardava, a Reportagem viu exposta uma planta baixa da escola, da qual foi feita uma fotografia com uma câmera de telefone celular e pela qual é possível identificar todas as entradas e saídas do local.
Como a funcionária estava atendendo outra pessoa, foi possível circular pelo pátio e ter contato com vários alunos. Depois de ser recebido pela funcionária, que relatou quais os procedimentos para a realização da transferência, a Reportagem saiu do espaço normalmente.
A presença da Patrulha Escolar em uma das escolas, na Zona Leste, não impediu que a Reportagem entrasse em um outro colégio. O local possui portões de ferro e uma guarita, onde fica uma funcionária. Após contar a história da transferência, a portaria autorizou a entrada. No estacionamento da instituição havia uma viatura da Patrulha Escolar, mas nenhum policial fez a abordagem para questionar o motivo da visita à escola.(V.O.)

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