Roland Garros é a griffe do tênis
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sábado, 22 de maio de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Paris, 22 (AE) - O tênis tem uma griffe: Roland Garros. Nenhum outro torneio do planeta tem igual fascínio e atração. Da cidade-sede, Paris, aos detalhes mínimos, tudo é rico em arte, cultura, tradição, vanguarda, emoção. A atsmofera e inigualavel e os jogos são o cenário ideal para fazer do Aberto da França o Grand Slam preferido, de jogadores, público e jornalistas. Nas quadras, o grande teste. No saibro não dá pra enganar ninguém. Não basta ter um bom saque, ou boa direita, um bom voleio. É preciso ter todos os golpes para levantar o troféu de campeão após duas semanas de disputas.
Os jogos começam nesta segunda-feira. Dos brasileiros apenas Gustavo Kuerten, que estréia com o espanhol Galo Blanco, e Fernando Meligeni (joga com Justin Gilmestob) garantiram vaga na chave de simples. São os felizardos de fazer parte desta fascinante competição.
Roland Garros, como toda boa griffe, sabe lançar moda. A cada ano o torneio apresenta uma organização mais sofisticada. Quando se pensa que tudo já está perfeito, os franceses idealizam novas mudanças, como a reformulação da quadra central, com capacidade para 16 mil pessoas, que irá ganhar novo visual para o ano 2.000.
O aviador da primeira Grande Guerra, Roland Garros, que emprestou seu nome à competição de tênis, sem jamais em toda sua vida ter sequer empunhado uma raquete, certamente não acreditaria em transformar-se numa griffe tão alegre e emocionante. Todos os 15 dias de competições em Roland Garros atraem uma multidão.
Na primeira semana, são quase 40 mil por dia. Nas quadras são 128 jogadores na chave de simples masculina, outros 128 na de simples feminina, 64 duplas masculina e outras 64 feminina. Há ainda os jogos de duplas mistas, de simples e duplas juvenis e a competição de veteranos. A bolinha pipoca intensamente, com tênis para todos os gostos.
Os números grandiosos não prejudicam a organização. Todos os dias é editada uma revista programa, atualizada, com resultados, informações reportagens. O metrô parisiense ganha decoração especial. Circuitos de tevês transmitem jogos em várias estações da cidade e outros pontos de acesso popular. Dentro do parque de Roland Garros não falta nada. Tem banco, restaurante, boutiques, charme, moda, gente bonita, bem vestida, mal vestida. É a diversidade da moda, da griffe.
Entre estas coisas da moda, pode-se até pagar cerca de US$ 50 00 por um chaveiro da griffe Roland Garros, com detalhe de uma caixinha cheia de areia, ou seja, o saibro das quadras.
Com tanta gente e comércio em Roland Garros, a organização fatura alto. Por isso, a cada ano, a premiação aumenta. Este ano serão distribuidos aos jogadores um total de 64.825.800 francos franceses, ou seja, quase R$ 20 milhões.


