Ele é uma espécie de mini-carteiro da cidade. Trabalha quatro horas todas as tarde entregando correspondência com uma possante bicicleta. ‘‘Ando uns 30 quilômetros por dia’’. Recebe dos Correios R$ 70,00 mais um vale-cesta básica de R$ 40,00. Com o dinheiro paga a água e a luz da casa, em uma rua sem asfalto de um conjunto habitacional. O aluguel está atrasado cinco meses e a sua mãe, a desempregada Eva Mesquita da Silva, de 35 anos, diz que se não fosse ele ‘‘estava era passando apertado’’. O dinheiro de Rodrigo deverá ser ainda mais precioso quando a safra de cana acabar e seu pai ficar desempregado. ‘‘Eu tenho um dinheirinho dos porcos que ajudo a criar lá na chácara. Recebo em dezembro. Dá uns R$ 400,00’’, diz aliviado.

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