Rodovias brasileiras estão ruins em 75% da extensão
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sexta-feira, 06 de outubro de 2006
Folhapress 
Rio- As rodovias brasileiras continuam ruins, péssimas ou regulares em 75% de sua extensão, de acordo com a CNT (Confederação Nacional da Indústria, que divulgou hoje a edição de 2006 da Pesquisa Rodoviária. Em 2005, esse total era de 72%.
Ao apresentar o resultado da pesquisa de campo, realizada entre os dias 28 de junho e 5 de agosto, o diretor da CNT, Flávio Benatti, afirmou que a operação tapa-buraco realizada pelo governo não promoveu melhora da malha rodoviária, principalmente porque, segundo ele, praticamente não houve investimento na sinalização das rodovias recentemente.
Benatti, que representou o presidente da CNT, Clésio Andrade, suplente do senador eleito Eliseu Resende (PFL), em Minas Gerais, negou que a apresentação dos resultados da pesquisa durante o período eleitoral tenha objetivo político, e destacou que o objetivo da pesquisa é o de mostrar as condições das rodovias, que fazem com que o setor enfrente 'baixa rentabilidade' e um 'ambiente de trabalho hostil'. Para a CNT, o avanço em relação a 2005 foi apenas uma transferência de trechos com avaliação péssima para regular.
Já o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, considerou satisfatório o resultado da pesquisa, e avaliou o indicador regular como positivo. Isso porque, a classificação 'péssimo' reflete notas de zero a 40, 'ruim' de 41 a 55, 'deficiente ou regular' de 56 a 80, 'bom' de 81 a 90 e 'ótimo' de 91 a 100. ''Você não pode considerar um aluno que tira nota 80 como mau aluno'', disse.
A pesquisa da CNT considera a avaliação das rodovias sob o ponto de vista da qualidade do pavimento, a sinalização e a geometria. Neste ano, no entanto, a pesquisa considerou também a infra-estrutura de apoio das rodovias, como a presença de borracharias, praças de pedágio, existência de balanças, postos da Polícia Rodoviária Federal, entre outros fatores não considerados em pesquisas anteriores.
Os dados da pesquisa estarão disponíveis no site da CNT (www.cnt.org.br) na próxima semana.


