Rodoviária recebe ação contra dengue
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Antoniele Luciano<br> Reportagem Local 
Londrina - Viajantes que passaram ontem pelo Terminal Rodoviário de Londrina foram o público-alvo de uma ação de conscientização para o combate do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre amarela e febre chicungunha. Promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, a iniciativa teve como meta abranger cerca de 2,5 mil pessoas até o período da tarde.
A dona de casa Dalva Aparecida Sampaio Jardilino, de 35 anos, de São Paulo, recebeu orientações para evitar em casa criadouros do Aedes enquanto esperava o ônibus para São Jerônimo da Serra (Norte). Através da conversa com os agentes de Endemias, descobriu que o mosquito pode se proliferar na água parada dos mais diversos locais, como, por exemplo, dentro da mangueira da máquina de lavar roupas e até no ralo do banheiro. "São coisas simples, que eu não conhecia. Acho muito importante esse tipo de trabalho", definiu.
A filha dela, Nicole, de 9, ficou encantada com o agente de endemias caracterizado de Aedes e com as amostras do mosquito nas fases de ovo, larva e pupa, em exposição no ponto de informações do Controle de Endemias na rodoviária. "Foi a primeira vez que vi como o mosquito era", contou. Ela espera agora poder ajudar a mãe na prevenção da dengue onde moram.
Segundo a educadora em saúde Lucimara Vasconcelos, responsável pela ação no Terminal, o público recebeu bem os agentes. Esta interação, reforçou ela, é fundamental para manter baixos índices de proliferação do mosquito transmissor. "As medidas de prevenção também podem ajudar a evitar seis doenças a febre amarela, a febre chicungunha e a dengue com seus quatro tipo de vírus", observou.
A escolha da véspera de Natal para fazer a abordagem, conforme Lucimara, levou em consideração o fato de que o Terminal Rodoviário deveria receber ontem cerca de 30 ônibus extras. Com isso, as informações repassadas pelos agentes atingiram pessoas da cidade e de fora de Londrina e do estado. "Infelizmente, ainda temos um problema cultural envolvendo a dengue e o mosquito Aedes. As pessoas precisam entender que qualquer lixo, mesmo que seja uma tampinha de garrafa, pode gerar mosquitos caso tenha água parada", completou. Os ovos do Aedes permanecem ainda vivos 450 dias em recipientes sem água.
Desde o início do ano, Londrina já registrou 1.486 casos de dengue. Um novo levantamento sobre o índice de infestação do mosquito transmissor deve ser feito no início de janeiro no município.


