Rodoviária pode desabar, diz Crea
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local
Londrina - Há risco de desabamento do Terminal Rodoviário de Londrina. O alerta é do diretor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Nilton Capucho. Ontem, vários engenheiros do Crea e do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina, além da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, vistoriaram o local e constataram vários problemas causados por suposta falta de manutenção. O prédio foi inaugurado em 1988.
De acordo com Capucho, justamente a laje da entrada principal do Terminal é que aparentemente está mais atingida por infiltrações. ''Essa entrada é uma questão grave'', comentou. De acordo com ele, não é possível prever qual o risco exato de uma tragédia. ''Seria necessário abrir e ver como está a armadura. Tem que fazer testes'', explicou.
Conforme o engenheiro, para solucionar o problema é necessário impermeabilizar a parte superior do Terminal e assim impedir que água infiltre na estrutura. Pois quando a água infiltra corrói as armaduras que sustentam a laje. Há anos a estrutura tem infiltrações. O engenheiro alerta: ''Como é antigo, quanto mais rápido (impermeabilizar) melhor''.
Além do risco de desabamento, de acordo com Capucho, a central de gás do terminal também está irregular, oferecendo risco de explosão caso ocorra um vazamento. ''Está num local inapropriado. Estão usando a central como depósito. E também está próximo do pontos de esgoto e energia.''
O engenheiro eletricista e inspetor do Crea, José Fernando Garla, avalia que a parte elétrica do Terminal ''no geral está boa, mas são necessários pequenos reparos. Manutenção e atualização em relação a normas, pois é um projeto antigo. Normas sofreram alteração'', afirmou. Uma delas é em relação ao para-raios do Terminal que, conforme ele, está ''instalado de maneira inadequada''.
Os dados colhidos ontem pelo Crea, incluindo fotos, serão encaminhados para Curitiba, onde conselheiros analisarão o material e emitirão um laudo final, em aproximadamente 30 dias, com recomendações a serem tomadas pela administração municipal.
O gerente do Terminal, Sandro Roberto Neves, afirmou ontem que só falará sobre a vistoria após receber o relatório final. O Terminal de Londrina recebe em média 6 mil pessoas por dia.
O Crea-PR vem realizando fiscalizações em prédios públicos e particulares em Londrina desde março, atendendo solicitação da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), devido ao incêndio que destruiu o prédio do Teatro Ouro Verde, em fevereiro. Já foram vistoriados a Biblioteca Municipal, Museu Histórico, Museu de Artes, Camelódromo, o Terminal Urbano e o prédio do Sistema de Assistência à Saúde (SAS).