O presidente da Rodonorte, Geraldo Villin, negou ontem que a empresa tenha responsabilidade no atraso das obras do ramal Campo Largo-Ponta Grossa do gasoduto Brasil-Bolívia. A informação foi dada pelo presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Luiz Roberto Bruel, e publicada ontem pela Folha. A causa do impasse entre as empresas seria uma taxa que a Rodonorte estaria cobrando para que a tubulução passasse pela BR-376.
O presidente da Rodonorte, em nota distribuída pela assessoria de imprensa da empresa, assegura que ‘‘não existe nem mesmo contrato entre as partes, apenas uma negociação para a implantação de 8 quilômetros de ramal, só até Campo Largo’’. O valor da taxa, estimado em R$ 600 mil por ano, que segundo Bruel seria o principal motivo do atraso nas obras, também é desconhecido pela Rodonorte. ‘‘O valor para os 8 quilômetros em negociação é de R$ 64 mil por ano. Esse valor diz respeito aos custos da implantação do ramal, principalmente no que tange à segurança dos usuários da rodovia, em caso de acidente nos tubos que transportam o gás natural’’, diz a nota.
A Rodonorte esclarece ainda que ‘‘a Compagás não apresentou projeto de implantação do ramal, que deve ser aprovado pela empresa e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que define requisitos técnicos a serem atendidos’’. Segundo a empresa, ‘‘a Compagás tem também a opção de comprar terrenos ao lado da faixa de domínio da rodovia para instalar a rede de tubulação’’.
De acordo com a assessora de imprensa da Rodonorte, Simone Suzzin, ‘‘Luiz Bruel nunca procurou a empresa, que está aberta para o diálogo, sem contudo abrir mão de seus direitos previstos no contrato de concessão e na lei, e sem aceitar imposições de terceiros num tema que considera exclusivamente comercial’’.

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