Rodízio estadual só será acionado em emergências
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domingo, 25 de abril de 1999
Por Jobson Lemos 
São Paulo, 26 (AE) - O secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, anunciou nesta segunda-feira (26) que o rodízio deste ano será realizado apenas em situações de emergência.
A operação só será posta em prática quando a concentração de monóxido de carbono for superior a 9 partes por milhão (ppm) em uma média de oito horas. A medida também será adotada quando as condições meteorológicas forem desfavoráveis à dispersão dos poluentes atmosféricos.
Tripoli decidiu realizar o rodízio dessa forma após receber um estudo feito por técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). O documento contém análises sobre a condição da frota de veículos que circula na Grande São Paulo, a qualidade dos combustíveis e as previsões meteorológicas para a região metropolitana durante o inverno.
De 1993 a 1998, os porcentuais de padrão de ar, considerados inadequados em relação ao monóxido de carbono, caíram de 20,7% para 1,4%, de acordo com dados da Cetesb. O índice divulgado por Tripoli como parâmetro para a realização do rodízio - 9 ppm - corresponde ao padrão máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O secretário teria de enviar um projeto à Assembléia Legislativa para realização do Rodízio este ano. Mas, apesar de a Lei 9.690/97, que autorizou a Secretaria do Meio Ambiente (SMA) a realizar o rodízio de maio a setembro por dois anos - 1997 e 1998 -, não ter validade, Tripoli poderá fazer com que o rodízio se realize por meio de decreto.


