São Paulo, 01 (AE) - No primeiro dia da Operação Rodízio em São Paulo, este ano, houve queda de cerca de 70% na média de pontos de congestionamento nas principais vias da cidade, em relação aos dias de circulação normal de veículos.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a média registrada às 9 horas - horário de pico -, hoje (01), foi de 47 quilômetros de lentidão. No dia anterior, no mesmo horário, foram registrados 78 quilômetros de congestionamentos.
O objetivo do rodízio municipal é reduzir em 20% o número de carros pelas ruas, nos horários de maior movimento. Estima-se que, diariamente, circulem pela cidade cerca de 3,5 milhões de veículos.
A CET não informou o número de multas aplicadas hoje. O balanço deve ser divulgado amanhã.
Amanhã, estarão proibidos de circular, das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas, os carros com placas de finais 5 e 6. A multa para quem desrespeitar a proibição é de R$ 85,13 e o infrator recebe quatro pontos em seu prontuário.
Multas - O chefe do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), coronel Clodomir Marcondes, determinou hoje o envio ao 4º Batalhão de Trânsito (BPTran) da sindicância sobre o uso do número de multas aplicadas como um dos critérios de distribuição de folgas para os policiais das companhias de trânsito.
O sistema de avaliação de desempenho também levava em conta critérios como ocorrências atendidas, veículos revistados e conservação dos carros usados no trabalho. Cada um desses itens rendia ao PM um número de pontos que, somados, valiam uma nota.
O método foi instituído pelo capitão José de Almeida Noronha, a fim de, por meio de um controle estatístico, diferenciar bons e maus policiais. O sistema foi desenvolvido pelo capitão no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Polícia Militar. O peso das multas na nota final do policial, segundo ele, é muito pequeno.
Noronha, até a semana passada, era o comadante da 4ª Companhia do 1º BPTran. O major José Onério da Silva, comandante-interino do 1º BPTran, havia determinado a abertura de sindicância para esclarecer o caso.
Hoje, o coronel Marcondes requisitou a sindicância para enviá-la ao 4º BPTran, unidade para a qual o capitão Noronha foi transferido dia 27. Nesse batalhão, ele chefiará uma companhia e pretende levar seu método de trabalho.

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